CEB

O programa Cultivating Emotional Balance, foi desenvolvido por Paul Ekman – psicólogo que por décadas dedicou-se ao estudo das emoções – e Alan Wallace – físico e estudioso das tradições meditativas – como resultado de um encontro do Mind and Life Institute em março de 2000, em que se discutiu “Emoções Destrutivas”. A intenção principal do CEB é oferecer recursos para que o participante aprenda a cultivar níveis cada vez maiores de bem-estar emocional.
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Origem do CEB

O Programa Cultivating Emotional Balance (CEB)  teve início em uma Conferência do Mind and Life Institute em Dharamsala em 2000; o tema dessa reunião, que envolveu um grupo de cientistas, filósofos e monges com SS o Dalai Lama, foi emoções destrutivas. Paul Ekman, falou sobre “A Evolução da Emoção Humana”. Outros cientistas falaram sobre a psicobiologia das emoções destrutivas e sobre neuroplasticidade, incluindo a sua relevância para a educação moderna. Este encontro foi descrito no livro “Emoções Destrutivas”, de Daniel Goleman.

Sua Santidade  o Dssdl-alan-wallacealai Lama pediu que as idéias para melhorar a vida emocional discutidas nessa reunião fossem implementadas. Paul Ekman e Alan Wallace assumiram esse desafio e desenvolveram o primeiro currículo do CEB (com colaborações de Richard Davidson, Mark Greenberg e Matthieu Ricard), que foi oferecido pela primeira vez em 2002.

Foi então realizado um projeto de pesquisa com base no CEB, elaborado por Ekman e Kemeny e realizado por Kemeny – a pesquisa revelou importantes benefícios derivados do treinamento do CEB. Os participantes demonstraram uma diminuição muito significativa em graus de depressão, ansiedade e hostilidade durante o período de 5 semanas. Além disso, os participantes relataram um aumento significativo nas habilidades afetivas e demonstraram uma melhoria significativa na capacidade de detectar formas sutis de expressão facial das emoções.

No período pós-treinamento, os participantes demonstraram um padrão de resposta que sugeriu menor reatividade emocional e fisiológica ao estresse em comparação com a sua reatividade antes do treinamento. Em outras palavras, o treinamento foi capaz de protegê-los contra os efeitos fisiológicos e psicológicos negativos do estresse. Resultados adicionais mostraram que estes participantes melhoraram a relação com seus parceiros. A eficácia da comunicação foi melhorada não só no ambiente de trabalho, mas também no ambiente doméstico.

Os Quatro Equilíbrios

O principal objetivo do Programa é oferecer recursos para que o participante cultive o mais elevado grau de bem-estar por meio de diferentes tipos de meditação – silenciosas, analíticas e discursivas.

Neste contexto, “bem-estar” equivale ao que os gregos chamaram de eudaimonia, ou felicidade genuína, aquela que deriva do que cultivamos e trazemos ao mundo, de forma não condicionada e não modulada pelas circunstâncias externas.

O bem-estar é o resultado do cultivo de quatro inteligências que resultam em quatro equilíbrios:

Equilíbrio Conativo – refere-se discriminar intenções e desejos e alinhá-los ao cultivo do bem-estar de si mesmo e dos outros

Equilíbrio da Atenção – equivale a “afinar o instrumento” da nossa atenção, para que possamos focar no que realmente importa. Como disse o pioneiro da psicologia ocidental, William James, “a cada momento, aquilo em que prestamos atenção é a realidade”

Equilíbrio Cognitivo – a inteligência desenvolvida aqui é a de perceber da forma mais clara possível o que a realidade está nos apresentando, identificando o papel do observador na interpretação da realidade

Equilíbrio Afetivo – nosso bem-estar é diretamente influenciado pela qualidade das nossas relações e vice-versa. Aqui cultivamos um novo olhar para nós mesmos e para o outro.

 

Exploração de quatro dimensões da nossa experiência

Alan Wallace explica o CEB

Equilíbrio Conativo

Alinhamos as nossas intenções e desejos a cultivar qualidades que nos conduzirão a um genuíno bem-estar, à felicidade genuína

Equilíbrio da Atenção

Melhoramos a nossa capacidade de direcionar e manter a atenção num objeto à nossa escolha

Equilíbrio Emocional

Tornamo-nos mais hábeis em reconhecer, nomear e transformar as experiências emocionais pelas quais passamos diariamente

Equilíbrio Cognitivo

Nos despimos de ideias e visões de mundo que nos impedem de enxergar as experiências com maior clareza